A camisola do dia foi considerada a 1ª peça íntima utilizada por mulheres na noite de núpcias. Usada no Brasil, entre finais do século XIX e meados do século XX por mulheres que se guardavam virgens para o casamento, uma peça carregada de significâncias a questões femininas.
Em uma “Nova proposta de camisola do dia” busco uma ressignificação para a peça, ao pensar em uma mulher mais consciente, sem medo e não submissa ao machismo, ao conservadorismo.
As partes da camisola foram feitas a partir das medidas do meu corpo, desenvolvidos os moldes e em seguida recortadas no tecido, ficam soltas no espaço como se buscassem a construção de uma mulher que se pretende dona de si, conhecedora de suas ações e desejos. Partes suspensas em um bastidor para que se borde uma nova história do ser mulher, onde a pele de carneiro se apresenta para proteção deste corpo.
Ano 2018.
Tecido, bastidor, strass, renda, linha de bordado e pele de carneiro.
Instalação. Dimensões variáveis.
Acervo do Museu de Artes Plásticas de Anápolis – Mapa.